Mais um desabafo sem tortura…

feliz

Aprendi a andar nas estrelas,

Aprendi que o mundo não é um lugar ruim,

Mais sim a maioria das pessoas que nele vivem…

Por isso escolhi esperar por você,

Por isso guardo meus amigos no coração

Porque anjos eu guardo com todo orgulho

Aprendi a sorrir por nada e por tudo.

Eu ainda não sei voar, mais sei sonhar,

Sei sonhar, e aprendi a sonhar alto, longe.

Sei que Deus está comigo…

Aprendi que cada dia mesmo ruim pode ser bom..

Aprendi que um sorriso pode mudar o dia,

Aprendi que algumas atitudes te fazem digno do amor

E que com fé  cada sonho meu será realizado..

Peço a Deus que te guarde,

Que tu sejas não mais um presente,

Mais o presente de Deus pra mim…

Entre Aspas: Sinestesia/Despedida

flor amarelaChegou em casa, colocou as compras em cima do sofá. Foi correndo se lavar. Naquela semana, escolheu flores amarelas para enfeitar o jantar. Podou. Cortou. Colocou no vaso. Molhou a casa se embaralhando para fazer tudo sem nem mesmo se secar. Foi manchando o chão de poças escuras. O taco bege. O taco marrom. O taco preto. Foi escolher o vestido. O pretinho que ganhou dele no ultimo aniversário. Arrumou-o no corpo, ajustou o fecho apertado, tentou se encaixar. Não conseguiu calçar os sapatos. Ele poderia chegar a qualquer momento. Estava tudo pronto. Esperava há tempos. Acendeu uma vela dourada e brilhou o olhar. O amarelo das flores aos poucos foi desaparecendo no vestido preto. A luz do fogo ameaçou falhar. Sentiu seus pés ainda úmidos e as mãos quentes a congelar. Os amarelos murcharam e ele não veio. Ficou o escuro e sumiu o brilho. Apagou a vela e tentou chorar. O preto calou suas lágrimas. E, então, ficou só.

Quem escreveu: Ana Luiza Pereira insiste que os milagres são cotidianos. Por isso, ela treina o seu olhar diariamente no blog A Pattern a Day. A mineira, que estudou Design em Berlim e Curadoria de Arte Contemporânea em Londres, tem certeza que deixa um pedaço de si a cada exposição que visita. Sua grande inspiração é sua avó.

Entre Aspas

caminhos

Estudaram juntos da primeira à quarta série. Ela era a melhor aluna da classe, a mais bonita, a menina perfeita. Ele, do lado de dentro dos seus muros, nunca chegou a falar com ela.

Só reencontraram-se uns vários anos depois, quando prestavam vestibular. Ambos para Direito. Dessa vez conversaram. Ela continuava estudiosa, continuava linda, continuava envolta em capa de intangibilidade. Ele, pensou consigo, passos trôpegos, direção incerta. Continuava desajeitado como um menino.

Aconteceu de passarem os dois na mesma faculdade. Ela, de manhã; ele, à noite. E nos anos da graduação, cada um em seu caminho, pouco se cruzaram. Tão próximos e tão distantes. Ela, sempre a aluna dedicada. Ele, sempre um tanto perdido.

Depois da formatura, não tinham mais se visto. Viviam os dois sem atinar bem que a Fuvest fora quase vinte anos atrás. Reencontraram-se casualmente, como muitos se reencontram hoje em dia, na rede social. Marcaram de tomar um café.

Ela contou sua vida até ali. Estagiou e foi efetivada num desses escritórios maiores do Brasil. Hoje, era sócia. Devia ganhar uma grana. Fez mestrado e agora terminava o doutorado em Processo Civil. Repetiu algumas vezes que, embora não vislumbrasse como, sonhava em um dia mudar de profissão.

Casou-se com o primeiro namorado, mais por falta de habilidade social para se arriscar em outras histórias de que por certeza de paixão ou amor. Completava dezoito anos de casamento. Gostaria de ter tido filhos, mas os estudos e o trabalho nunca lhe deixaram tempo. Também não tinha muito tempo pra passar junto ao marido. Os dois, assim, não se davam mal, e tampouco se davam bem.

Ele escutava e observava. Ela perdera todo seu viço. Parecia uma velha; parecia ser dez anos mais velha do que ele. Era bela, ainda, mas a beleza se escondia em algum lugar longínquo, muito atrás do horizonte dos olhos.

E ele também contou sua vida até ali. Vida de linhas tortas. Fez política estudantil, advogou para um sindicato, perdeu o emprego, começou de novo, buscou outras coisas, buscou-se em outras coisas, e de novo, e de novo. Nesse momento, desejava ainda recomeçar. Foi difícil, era difícil, mas só desse jeito atrapalhado ele sabia viver.

Também sofreu por amor. E fez sofrer. Reconstruiu-se e voltou a cair, o rasgar-se e remendar-se, uma, duas, três vezes. Agora, estava sozinho. Mas com o coração tranquilo. Feliz por se sentir vivo, e triste ao mesmo tempo, porque, afinal, a vida era uma composição inevitável de alegria e tristeza.

Enquanto falava, ele reparou que os olhos dela brilhavam de encantamento. Ela, protagonista das histórias que deram certo, encantava-se com as histórias dele, histórias erradas. Chegava a invejá-lo, a invejar tombos e cicatrizes. Na pele dela, havia apenas a marca do tempo.

Ele saiu arrasado daquele encontro. Triste por ela, tentando imaginar em qual curva de sua estrada reta a menina mais linda tinha deixado seu brilho. Percebeu que talvez ela apenas continuasse a mesma; talvez ela apenas nunca tivesse mudado. E quiçá o brilho da menina não tenha existido, sempre, somente nos olhos dele.

Num impulso de clareza e sinceridade, ele disse a si mesmo que não desejava nunca mais voltar a vê-la.

Quem escreveu? Daniela Antoniassi, paulista por certidão e mineira de coração. Daniela é formada pela Universidade de São Paulo e apaixonada por Literatura, especialmente Guimarães Rosa. Escreve desde sempre e agora vive em Paris, onde estuda francês e ensaia para seu mestrado em Antropologia Humana. Mais textos no http://confeitariamag.com/author/danielaantoniassi/

Entre Aspas

crescer

A indecisão na pós-adolescência. A dificuldade de seguir no caminho escolhido. Entre ser teenager ou adulto, você se sente como Peter Pan fazendo previdência privada. Uma falta de ser tanta coisa ao mesmo tempo. Saudades daquele suposto eterno misto de vontade e possibilidade.

Envelhecer é um pouco como seguir em frente enquanto as vozes dentro da gente silenciam. Aquelas que te contavam sobre o que ser quando crescer, a cor do primeiro carro, a viagem das férias, seu tipo de roupa, seu tipo de homem. Cada escolha analisada no travesseiro podem lhe fazer sentir como um estranho a você mesmo. Fui eu mesmo que quis isso para mim? Quem disse?

E nessa ânsia de encontrar um reforço positivo, é tão fácil transformar a vida da gente num verbete de wikipedia. Aceitar a opinião alheia como único norte pra dúvidas. Duvidar-se. Criar regras e padrões que nem sempre funcionam, mas dão um mapa, um guia, ainda que sob o risco de tornar-se um quebra-cabeça com peças que não são nem suas.

Nesses tempos em que a vida de todo mundo é tão exposta e comparada, como não poderia deixar de ser, é comum se sentir perdido quando se mede pela regra dos outros. Estou saindo tanto quanto deveria? Ganho pouco? Amo demais? Devo trocar de carro? De namorado? Sou feliz?

Pode parecer sufocante sentir que sua vida não se move tão rápido quanto a dos outros. Estamos condicionados a oferecer aos outros o que eles esperam da gente. E, se isso não acontece, criamos desculpas. Não é preciso se desenvolver acompanhando a matilha só porque nasceu em 1990 e há livros sobre a Geração Y. Não é o autor quem vai conviver com as escolhas que você faz para a sua vida. Está tudo bem em ser diferente. Há muita margem entre ser hippie e ser um controlador de vôo. Há muita margem entre o que é o outro e o que é você.

Muitas das perguntas que tenho sobre o que quero ser depois de crescer não são nem minhas. São ecos de gente que está bem mais confusa do que você. E o que a gente faz quando percebe que grande parte dos nossos problemas são frustrações adolescentes adquiridas em frente aos espelhos dos outros? Fala um pouco menos, sente um pouco mais, arranja problemas de verdade e aprende a confiar no seu silêncio. Nada fala mais alto que ele. Ele é você em paz. Tem algo diferente disso que você queira ser?

Sobre o autor: Felipe Luno (no twitter @felipeluno) é jornalista, escritor, coleciona pequenos pecados amorosos e acredita em um mundo com menos carão e mais carinho. Para ler outros textos acesse www.dramaking.org

Entre Aspas

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

Caio Fernando Abreu

Feliz Natal!

natal

Feliz daquele que encontra o verdadeiro sentido do Natal. Feliz daquele que descobre de onde vem esse clima. Essa alegria e essa paz que surge num paradoxo à correria, à ansiedade e as preocupações desses tempos. Feliz daquele que consegue enxergar o que está tão claro durante todos os dias do ano, mas que, por tantas vezes andarmos de cabeça baixa, não conseguimos ver.

Já é Natal, então viva esse clima diferente, que aquece, que conforta. Perceba que o sentido do Natal não esta no dar presentes, mas na esperança de que, presenteando alguém, sejamos capazes de fazer alguém mais feliz. Talvez seja esse o verdadeiro sentido do natal: tornar-nos sensíveis o suficiente pra encontrar na alegria dos outros a nossa própria alegria…

Desejo que nesse Natal você chegue lá. Afinal, é Natal… é o Nascimento de Jesus Cristo, o Rei que se fez pequeno, o Deus que se fez humano, o Senhor vivo e Deus dos vivos, não dos mortos. Logo, nada melhor que presenteá-lo amando. Amando a quem está do seu lado como ama a si mesmo. Creio que é só isso que o menino Jesus pediria ao papai Noel…

Então ame, sem medo… e ame logo, perceba quantas pessoas não conseguem mais esperar por seus gestos de amor. E não se esqueça de se deixar ser amado. Seja sensível ao amor e perceba quantos anjos ganham asas nesse tempo de Natal. Corra, ouse… busque e alcance. Queira… faça com que esse Clima de Natal se estenda por todo o ano novo que está por vir.

Feliz Natal

Entre Aspas

Sim, amizades verdadeiras podem durar para sempre, sei que isso é difícil de se acreditar nos dias de hoje, principalmente, porque hoje em dia é muito difícil de se achar uma amizade verdadeira. Nos dias de hoje nem todo mundo é verdadeiro, todos querem aparecer, querem  ser populares. Eu acho que o que importa é a sua felicidade, não importa se você esta com amigos “excluídos” e estranhos ou se seus amigos são populares e descolados, o que importa é a sua felicidade, e também não vale a pena fingir ser alguém que você não é, um dia a máscara vai cair. Então nunca seja falso, seja você mesmo, seja amigo de quem faz você se sentir bem e assim você terá amigos para vida toda.

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