Eu indico: Lonely Hearts Club – Elizabeth Eulberg

“Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz.

Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?”

Um livro leve, feminista e que dá um impulso a todas meninas que sonham com o príncipe encantando, o enxerga em qualquer sorriso simpático e esquece de ser feliz por si mesma.

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Eu indico: Fascínio de Bronze – Barabara Delinsky

Os únicos homens na vida da escritora Sasha Blake viviam entre a capa e a contracapa de seus romances. Embora em suas histórias de amor os heróis fossem perfeitos, sempre prontos para salvar as mocinhas das situações mais difíceis, Sasha não acreditava que homens assim pudessem existir…

Até encontrar um, literalmente, por acidente ao bater com sua moto em um carro. Bonito, gentil e atencioso, Doug Donohue era perfeito demais para ser verdade. Seria possível existir o homem ideal?

Em Fascínio de Bronze o que chama muito a atenção é uma escritora escrever uma história sobre uma escritora. Como assim? Pois é Barbara nos traz uma protagonista que é uma autora de sucesso no mundo dos romances, assim como ela.

Sasha é uma mulher que desde muito cedo sofreu por estar inclusa em um mundo em que ela não se adaptava, e com exigências vindas de todos os lados desde os pais até o marido, que viviam para cultivara a terra, e após um trágico acontecimento resolve deixar tudo para trás e seguir o seu caminho como ela acha que deveria ter feito e numa grande sorte do destino consegue transformar seus sonhos em realidade.

Doug Donohue, assim como Sasha tem um passado bem conturbado pelas expectativas paternas, mas com um dom para o mundo dos negócios ele se ergue na vida e se transforma num grande estilista, pois é um estilista de roupas masculinas. Mas em um belo dia, após quase cair nas armadilhas de uma ambiciosa mulher, resolve mudar de ares e tentar rever o que está de errado em sua vida. E como um “presente” da vida essa solução bate literalmente com ele.

Sasha é uma mulher muito traumatizada e sua insegurança é muito palpável em vários momentos, mas depois de tudo o que ela sofreu não poderia ser diferente, e por isso vive praticamente de fantasias com um mundo perfeito, um homem ideal e uma vida serena e a chegada de Doug vira seu mundo de cabeça para baixo.

Doug é tudo o que Sasha teme: mandão, possessivo, ambicioso e até um pouco ditador, mas para ela e só para ela, ele consegue encontrar aquele lado que estava escondido a muito tempo. Seu lado carinhoso,  atencioso e protetor se afloram toda vez que ele vê aquela pequena mulher que possui uma forte armadura com um interior fragilizado.

Barbara soube conduzir a narrativa de forma admirável, a cada virar de página você se vê querendo que  as feridas de Sasha se cicatrizem e que Doug passe a perceber que ele não é o canalha que pensa ser. A descoberta de sentimentos que ambos nunca vivenciaram como a confiança, é um dos pratos cheio do livro, pois é muito lindo quando percebemos que nossas atitudes podem sim ser armas fortes para destruir ou construir um relacionamento, e encontramos um “canalha” que realmente quer se transformar em um homem melhor para ser a fortaleza daquela frágil mulher.

Parece clichê e realmente é, mas o diferencial da narrativa é a sensibilidade com o qual todos os fatos são passados, e as barreiras que caem podem ou não se erguer e você na torcida para que dê tudo certo. Confesso que eu não espera que por baixo da armadura da protagonista não houvesse tantas rachaduras como ela têm e fiquei extremamente triste ao imaginar tudo o que essa corajosa mulher teve que suportar para chegar aonde chegou.

Uma coisa que me deixou bastante angustiante foi ver a Barbara, a autora, “manchar”  o texto com algo que para mim foi muito desnecessário como a criação de um vilão, veja bem já não basta ela colocar dois protagonistas com bastante bagagem, ainda tinha que colocar um vilãozinho despeitado para emassar a vida do casal que já tinha muitas pendências para serem resolvidas.

Fascínio de Bronze é um livro que fascina o leitor pela sua sensibilidade e pela superação que é desenvolvida por parte dos personagens tanto no âmbito emocional quanto como pessoal e demonstra que as vezes nossos medos são infundados e nunca devemos perder  a nossa capacidade de confiar em algo que para nós é certo por mais difícil que seja. Recomendo!

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Estreia: Amor impossível

Hollywood sempre aproveita o dia dos namorados para lançar filmes coom o amor em sua temática principal. Quem não se lembra de Eu odeio o dia dos namorados (2009) ou o Valentine’s Day (2010). A produção da vez é Amor impossível e estreia aqui no Brasil na sexta-feira dia 15 de junho.

Um xeique visionário (Amr Waked) acredita que a arte da pesca do salmão pode enriquecer a vida de sua gente e decide levar a pesca esportiva para o meio do deserto. Sem medo do quanto essa ideia iria custar, mas disposto a fazer o seu sonho tornar-se realidade, ele contrata um especialista britânico em peixe e pesca, o Dr. Alfred Jones (Ewan McGregor), que a princípio acha a história toda um grande absurdo e pensa em recusar a oferta. Mas um pedido do Primeiro Ministro, que acredita ser essa uma oportunidade de gerar boa vontade entre os povos, transforma o que já era um desafio em uma missão praticamente impossível.

O filme é baseado em uma publicação homônima, escrita por Paul Torday.  Enquanto o filme não sai confere o trailler:

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Eu indico: A Música que mudou minha vida

Sabe aquela musica que você gosta tanto que já faz parte de você? Ou aquela música, que     se você tivesse que pensar em sua vida como se fosse um filme faria parte com certeza da trilha sonora? E aquela musica que marcou o grande encontro com seu amor, ou o primeiro beijo?
Pois bem, vocês sabem que nem todas musicas nos lembram momentos bons! Tem aquela musica chiclete que te ajuda a passar pela fossa e/ou TMP! E pior tem as musicas que te ajudam a passar por um fim de relacionamento. É ai que que entra Audrey..Espere! (Audrey, wait! que na versão americana é o título do livro), a música que simplesmente mudou a vida de Audrey, uma garota normal de 16 anos.
Nunca em um milhão de anos, Aud pensou que seu ex, Evan, o egocêntrico e aspirante a pop star, fosse realmente escrever uma musica sobre ela, e muito menos que a musica fosse se tornar a nº 1 na lista das mais tocadas do país.
Não preciso dizer que a Audrey é simplesmente fantástica, engraçada, ou seja, totalmente irônica.  Estou completamente apaixonada pela história. E tenha certeza que você também irá ficar, pois para quem gosta de romances estilo Meg, as horas envolvidas nessa leitura não serão de maneira nenhuma perdidas.
Ps: Vale a pena prestar atenção da trilha sonora fantasticamente escolhida por Robin Benway, dá um toque todo especial no livro.

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Entre Aspas: Saudade não é ex

Sobras de minha existência pela casa, escondidas para não irritar a nova mocinha. Meu pijama sufocado num canto da gaveta para que nenhuma lembrança respire. Meus chinelos abduzidos no meio da “sapataiada”, tão pequenos que quase inexistem ou poderiam passar tranqüilamente por pares de criança. Fotos, milhares delas, guardadas sem carinho, uma preguiça triste de arrumá-las em álbuns. Estão lá, paralisadas em momentos felizes, tradutoras de uma vida que quase foi, trancadas porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser. Talvez um fio de cabelo, o último deles, esteja nesse momento sendo varrido e levado pelo vento forte e solitário que não deixa dúvidas que o inverno chegou.

Inverno que era sempre comemorado porque eu sabia que ele não sentiria tanto calor para dormir e eu poderia ser abraçada de conchinha o tanto que desejasse. Agora é outra que suspira protegida olhando o quadro do Monet e ri apaixonada de algum provável barulho que ele faça com seu nariz estranho, jurando na manhã seguinte que não ronca. Saudade não é ex, tampouco amor. Mas a vida da qual abrimos mão por um sonho (ou por um erro) é passado. E de escolhas e de perdas é feita a nossa história.

Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço. Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida. Da vida que te desemprega mesmo depois de tantas noites em claro e de tantos beirutes indigestos. Da vida que te abre uma porta que você jura ser a certa mas quando resolve entrar descobre duas crianças brincando na sala e uma mulher esperando no quarto. Da vida que te confunde tanto que você quer se afastar de tudo para entendê-la de fora. Da vida que te humilha tanto que você quer se ajoelhar numa igreja. Da vida que te emociona tanto que você não quer pensar. Da vida que te dá um tapa na cara pra você acordar e não tem ninguém pra cuidar do machucado e dizer que vai ficar tudo bem. Da vida que te engana.

Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê-lo. Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não gritavam quando eu acendia a luz do quarto, não faziam uso de um cigarro que me irritava profundamente e sobretudo minha rinite alérgica, não amavam os amigos acima de, não espirravam de uma maneira a deixar um fio de meleca pendurado no nariz, não usavam cueca rosa, não cantavam tão mal e tampouco cismavam de imitar o Led Zeppelin, não tinham a mania de aumentar o rádio quando eu estava falando, não tiravam sarro do bairro em que nasci, não insistiam em classificar minhas mãos e pés como seres de outro planeta, não ligavam se eu confundisse italiano com espanhol e argentino, nomes de capitais, movimentos artísticos, datas de revoluções e nomes de queijo, era ele que eu amava, era ele que eu queria. E ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que conheciam a Europa e não entupiam o ralo com cabelos, mulheres que tinham nascido em bairros nobres e charmosos de São Paulo, ou melhor, do Rio de Janeiro, mulheres que arrumavam a cama e não demoravam tanto para sentir prazer, não entravam de sapato no carpete, não tinham uma blusa ridícula com uma rajada de dourado, não eram dentuças e tampouco testudas, não cantavam tão mal, não tinham medo de cachorros pequenos, não reclamavam do ar-condicionado e nem tinham medo de perder a mãe ou comer uma comida muito temperada, era eu que ele amava, era eu que ele queria. Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filme fraco com final feliz, gostamos dos europeus “cult” onde na maioria das vezes as pessoas sofrem e perdem, assim como aconteceu com a gente.

Quem escreveu?

Com certeza você já ouviu ou viu algo da Tati Bernardi por aí. Talvez tenha visto uma cena em algum programa na Rede Globo ou tenha lido um texto no perfil de alguém. Seus tem o estilo que toda adolescente gosta, confusão, mistério e muito amor. Tati Bernardi é paulistana e nasceu em abril de 1979. É formada em propaganda e marketing pela Universidade Mackenzie e fez pós graduação em vários cursos especializados de roteiro e cinema. Trabalhou nas melhores agências de propaganda do país durante oito anos e nos últimos dois anos se dedicou basicamente à literatura. Lançou os livros “A mulher que não prestava” e “Tô com vontade de alguma coisa que eu não sei o que é” pela Panda Books e atualmente colabora para revistas da Editora Abril como colunista e escreve programas de televisão para a Rede Globo.  www.tatibernardi.com.br ou @tati_bernardi

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Filme preferido da semana: Um dia

Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgees) se conheceram na faculdade, em 15 de julho. Esta data serve de base para acompanhar a vida deles ao longo de 20 anos. Neste período Emma enfrenta dificuldades para ser bem sucedida na carreira, enquanto que Dexter consegue sucesso fácil, tanto no trabalho quanto com as mulheres. A vida de ambos passa por várias outras pessoas, mas sempre está, de alguma forma, interligada.

A vida costuma pregar peças. Situações inesperadas fazem com que aquilo que surge como certo se desestruture por completo, outras que aparentam ser ao acaso se mostram cruciais. Uns chamam de destino, outros de imprevisível. Independente da opção, fato é que a vida jamais deixa de surpreender, ao menos para quem se dispõe a encará-la de frente. É o que também acontece com Emma e Dexter, que em 1988 se conheceram após uma festa. Um dia como outro qualquer, onde flertaram e quase transaram, ainda jovens e cheios de hormônios exalando. Um dia marcado, para sempre, na vida de ambos.

A grande sacada de David Nicholls, autor do livro “Um Dia”, foi contar a história de um casal a partir de um único dia por ano, ao longo de duas décadas. Por vezes os protagonistas nem mesmo se encontram neste dia, mas o momento de suas vidas retrata bem o contexto geral do que estava reservado para ambos. No fundo é uma história de amor típica, que apenas se aproveita de um truque esperto de narrativa. No cinema, onde palavras precisam se transformar em imagens, a passagem dos anos é apresentada de forma criativa e leve, muitas vezes inserida no próprio contexto da cena. O ritmo da “vida em um dia” funciona, provocando lacunas intencionais que não deixam dúvidas ao espectador sobre o que aconteceu no período. Tudo para facilitar o bom entendimento da trama.

O grande problema de Um Dia, o filme, é algo demolidor para qualquer romance: a ausência de paixão. Tirando a reta final, onde um flashback com as emoções à flor da pele arrebata o espectador, o filme é demasiadamente frio. Mesmo com Emma repetindo a paixão quase obsessiva que nutre por Dexter, raríssimos são os momentos em que uma faísca de magia surge entre os personagens. Em parte graças à atuação apática de Jim Sturgess, impulsionada pela personalidade de Dexter. É difícil torcer por ele, quanto mais que ambos dêem certo – uma sensação incentivada por David Nicholls, diga-se de passagem. É na esperança de Emma e em sua crença no amor que sente que o filme se sustenta, auxiliado pela boa atuação de Anne Hathaway. Seu grande senão é em relação ao sotaque, americanizado demais para uma inglesa. Para quem acha que este detalhe pouco importa para os brasileiros, imagine alguém interpretando uma carioca com sotaque paulista. A estranheza em relação ao contexto é parecida.

Irregular, mas ainda assim interessante, Um Dia chama a atenção pelo todo. O quanto alguém conhecido ao acaso se torna importante em sua vida e a forma como esta pessoa muda ao longo dos anos, não apenas pelo contexto que a cerca, mas principalmente pelo lado emocional. Afinal de contas, histórias podem nascer sem que nem mesmo haja a consciência de que existem. Mas não se engane: Um Dia não é um filme de amor idealizado, repleto de flores. Os espinhos estão presentes, por vezes dolorosos, assim como também é a vida em certos momentos. Como Emma e Dexter bem percebem, nem todas as peças da vida são divertidas.

Segue o trailler do filme:

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Água para elefantes

Água para elefantes conta a história de Jacob, um desafortunado estudante de Veterinária de 23 anos, que durante a Grande Depressão aproveita a sua experiência com animais para se associar a um circo ambulante, depois da morte dos pais. É lá que conhece a bonita Marlena, estrela do número equestre, que é esposa de Augusto, mestre da Companhia. Jacob conhece ainda Rosie, um elefante que parece impossível de domar, numa história de amor impossível que pode mudar o rumo do circo. Francis Lawrence realiza o drama, protagonizado por Robert Pattinson, Reese Witherspoon e Christoph Waltz, numa adaptação do romance de Sara Gruen.

É um filme bonito. A trama é bastante original e não é apenas um mero romance. Apesar de não ser o tema central do filme, alguns temas muito sensíveis e importantes são retratados, como o abuso contra animais, a dominação e violência contra a mulher, a situação do idoso na sociedade.

Então se você gostou da história, corre para o cinema mais próximo porque ele é imperdível. Confere aí o trailer: