Entre Aspas

( … ) Poderíamos casar. Teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e danone. O armário de porcarias. Adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos. ♥

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Entre Aspas

Uma vez alguém me disse que o amor era um sentimento estranho. Mal essa pessoa sabia que “estranho” mesmo é o modo como as pessoas lidam com ele. Alguns se conhecem e minutos depois já dizem que se amam. Outros, brigam, discutem e implicam, só para não admitir que estão apaixonados. E tem uns que até escolhem qualquer outra coisa, qualquer outra situação, desde que não tenha o bendito amor no meio.

Seres humanos. Quanto mais sou, mais me surpreendo. Quanto mais os conheço, mais me parecem estranhos. Seres humanos, meros seres humanos. Acham que podem tanto, mas na verdade não podem nada. Dizem que são intensos, mas são tão inconstantes, indecisos,contraditórios. E são assim em relação à tudo. Em relação ao mundo. E em relação aos sentimentos, especialmente ao amor. Algo que parece tão simples como “amar e ser amado”, na hora H, sempre falham, essesmalditos seres humanos. Falham com o coração, falham com o outro,falham com a verdade. Tentam, às vezes, fugir para outros cantos, pensam que estão convictos de que já superaram, mas ainda continuam tão vulneráveis, pobrezinhos.

Uns mais audaciosos dizem que nunca vão amar, que preferem abrir mão de um olhar sincero, de um “Eu te amo” sonoro e verdadeiro, do que sofrer, derramar lágrimas pelos cantos e sentir apertos no coração. Mas, amar é tão inevitável quanto respirar. E quem nunca sofreu por amor nesse mundo, que atire a primeira pedra! A vida é assim. Os seres humanos são assim. O amor é assim. E no mundo existe dois tipos de pessoas. As que choram e as que vendem lenços. Ou seriam as que amam e as que fogem do amor?

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Conto de fadas do século XXI

Era uma vez…  numa terra muito distante…uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.

Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico…
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre…
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
– Eu, hein?… nem morta!

Quem escreveu?

Luís Fernando Veríssimo

Nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 1936, filho do escritor Erico Veríssimo e de Mafalda Verissimo. É colunista e atualmente publica crônicas nos jornais O Globo, O Estado de São Paulo, Zero Hora e Público (de Lisboa). Adaptado tantas e tantas vezes para o teatro e para a televisão, em espetáculos e minisséries de grandes diretores, tendo entre os protagonistas alguns dos maiores atores do país, Luis é o autor que mais vende livros no território nacional. Suas obras (coletâneas de crônicas e romances), recheadas de humor, crítica, poesia e provocação estão sempre nos primeiros lugares das listas de mais vendidos e são uma prova preciosa de que um livro pode vender bem e ter alta qualidade literária ao mesmo tempo, sendo popular, sofisticado e, acima de tudo, irresistível.

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