Tempos de Mudança

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Nossa faz muito tempo que não ando por aqui. Vendo alguns comentários de carinho me deu aquele nó na garganta. Parei de escrever aqui por que estava num momento meio assim, sei lá, as categorias do blog não me completavam mais e voltar aos 16 parece bem pretensioso para a Silmara de 21 anos. Quando criei os 16 haviam vários motivos pelos quais eu queria voltar a essa idade e fazer tudo de novo (nenhum deles era  extremamente ruim, que fique claro) eu achava que não havia caminhado da maneira correta, mas há dois anos perdi meu pai e repensei milhões de coisas sobre quem eu sou, o que quero entre outras coisas e estudei bastante outros milhões.

Ainda prefiro cachorros, gosto de moda e música é quase como o ar que eu respiro. Ainda me emociono com qualquer coisa e agora cada vez mais sinto vontade de espalhar notícias boas pelo mundo, mas algo mudou e se vocês ainda estiverem aí do outro lado posso passar pouco a pouco as coisas que estou aprendendo agora e quem sabe juntos nós não possamos mudar o mundo (pelo menos ao nosso redor!) e ter 16 Outra Vez de alma e coração para que com a pureza e disposição dessa idade a gente consiga realizar nossos sonhos.

Então até qualquer hora sem grandes pretensões 🙂

Entre Aspas: Mudança

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Começar nada e terminar tudo. Ou ao contrário. Esse era o novo motivo que tinha me tirado o sono nos últimos três dias.

Meus pensamentos eram tão inconstantes quanto às coisas que entravam e saíam das caixas. Tudo estava tão rotulado como nunca tinha visto antes. Não mudei e tive que mudar. Para sempre.

Ele já não queria mais dividir nada.

Nem sonhos. Nem brigas. Nem casa. Nem nós.

Sou confusa, confesso, mas me perdoa. Se puder culpar a imaturidade dos meus 17 anos, eu culpo. Ou a sensibilidade e carência de toda pisciana, idem. Só nunca me acuse de não te amar. Isso não.

Amei. Em cada canto desse recanto. Sem tirar nem por. Eu amei. Incondicionalmente. Irracionalmente. Permeando todo o tom pueril de uma criança.

Bastou virar as costas e você se foi. Num piscar de olhos.

Voltei pra casa pela última vez como uma criança que tinha acabado de sair da escola.

O nada me encontrou. Gritei.

Sabia que o nós estava começado a conhecer o eu.

Os soluços do desespero não me deixavam respirar. Comecei a morrer só de pensar que você nunca se importou. E que você sempre foi assim.

Joguei a raiva pro alto e corri para outro lugar. Maldito.

Você foi uma batalha que eu não pude vencer. Aprendi.

Mudança.

O vazio ganha espaço.

O desapego é o que pega.

Quem escreveu: Danilo Moraes acredita que a sorte favorece os que arriscam e, por isso, arrisca a escrever. Formado em Comunicação Social pela ESPM, é coordenador de projetos digitais na Wunderman, editor-chefe do blog radarsocial e gosta de ouvir os conselhos de Nietzsche. Acompanhe o Danilo em seu perfil no Twitter.