Entre Aspas

café

Entre um gole e outro de café, penso que as coisas andam meio confusas. Andei refletindo sobre tudo que anda acontecendo no mundo e dentro das pessoas. Alguns valores estão invertidos, certos compassos andam fora de órbita. Há um grande desajuste se formando feito tempestade tropical. Ando com medo que não reste nada. Nada, além de nós.
Onde foi que erramos? Em que ponto nos perdemos de nós mesmos? O que temos feito para modificar o que precisa ser modificado? Falta fé, faltam laços fortes, falta compaixão, falta doação, falta verdade, falta condescendência, falta um pouco daquela humanidade bonita de saber enxergar e aceitar o outro como ele é.
Eu não quero te mudar, apenas quero segurar a tua mão e te ajudar a ir mais longe. E se nós errarmos o caminho, tudo bem. Nem sempre a vida é feita de passos certos. Há muito tropeço por vir, nós sabemos, mas o que importa é estarmos juntos. O que importa é querer permanecer. Não apenas ser, mas estar. Estar com força, com gana, com crença no amanhã.
Quero motivos. Motivos para acreditar que tudo pode ser construído. Ando um pouco cansada de desilusões, desmoronamentos. Ninguém sabe, mas desmorono muito por dentro. Tento me moldar a um mundo que fica sempre me sufocando. Por que as pessoas não se preocupam com o invisível? Precisam do palpável, têm que ver para crer. Há tanto para descobrir, há tanta coisa além de nós. Por que não se dão uma chance para ir mais além?
Não entendo essa ganância por poder. O poder em mãos erradas causa danos e prejuízos a todos nós. Eu vim até aqui tentar te trazer boas notícias, boas novas, quero deixar boas recordações, memórias, lembranças. Não quero que as coisas fiquem neste emaranhado de mentiras, sujeira e dor. Chega, chega disso. Chega de enganação, chega de armação, chega de adotar a teoria do custe o que custar. Nada vale a minha dignidade. Nada apaga o que aprendi desde pequena. Nada muda meus valores e minha vontade de fazer. É que não estou aqui a passeio, não vim para ser mais uma espectadora da vida. Eu quero mais.
Quero fazer a diferença. Algo que preste. Algo que mude. Algo que transforme. Algo que acrescente. Algo que traga luz. Algo que dê aconchego. Algo que refresque. Algo que anime. Algo que emocione. Algo que dê esperança. Algo que acalente. Algo que faça dançar. Algo que alimente. Algo que faça sentir. Algo que faça cantar. Algo que faça esquecer. Algo que faça rir. Algo que seja uma saída, um abrigo, um abraço. Algo que não te faça enlouquecer. É isso que quero: fazer com que você se sinta bem, em casa, longe de maldade, loucura e tristeza. Quero fazer isso por você e por mim. Porque é tentando fazer algo de bom para os outros que fazemos o bem para nós mesmos.
Quem escreveu? Clarissa Corrêa é redatora publicitária e escritora possui uma coluna na revista TPM chamada Confusões e Confissões. Para ler mais textos: http://www.clarissacorrea.com
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