Estreia: A filha do Mal

Pessoal eu digo, quero trazer para vocês filmes com boas críticas, mas isso anda cada vez mais difícil. Eu gosto do filme e só vejo péssimas críticas, e não estou falando de críticos ruins e sim de críticos que criticam negativamente o filme. Mas vamos a “A filha do Mal”.

Maria Rossi (Susan Crowley) assassinou três pessoas durante um ritual de exorcismo que estava sendo realizado com ela e a igreja resolveu interná-la em um manicômio situado em Roma. Sua filha Isabella (Fernanda Andrade), além de preocupada em saber se existe algo genético que possa ter herdado, quer entender o que aconteceu com a mãe e segue para o local em busca de explicações. Acompanhada de uma câmera que vai documentar toda a sua jornada investigativa, ela recebe a orientação dos padres Ben (Simon Quarterman) e David (Evan Helmuth) de que seria melhor presenciar um exorcismo de verdade para evoluir em sua pesquisa. O que eles não contavam era que, mais tarde, iriam se deparar com caso de possessões múltiplas, caso raro e extremamente complicado de se resolver.

Produzido pela mesmo cara da série Atividade Paranormal e por Lorenzo di Bonaventura (franquia Transformers), Filha do Mal custou cerca de US$ 1 milhão, não tem atores conhecidos e faturou US$ 33 milhões na estreia nos Estados Unidos. Com isso, deixou de lado o “pretinho básico” (a escuridão) tão comum nessas produções e os holofotes rapidamente se acenderam para a desconhecida brasileira Fernanda Andrade, protagonista deste hit de janeiro, que já vendeu mais de US$ 55 milhões internacionalmente. Mas aí você pergunta: É bom? A resposta vai depender única e exclusivamente do seu ponto de vista e do que é medo para você. Os que procuram cenas tensas, como aconteceu em Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado (2004), podem se decepcionar.

Logo no início, uma mensagem avisa que o Vaticano não aprova nada. A abertura é boa, com a ligação para a polícia, assim como as cenas de notíciário na TV e a câmera da perícia filmando o local. Rola até um clima. Em seguida, a jovem Isabella (Fernanda Andrade) conta para você que vai investigar, 20 anos depois, o que teria feito sua mãe, Maria Rossi, matar três pessoas durante um exorcismo. Viaja para Roma e segue filmando tudo, desde uma aula sobre o tema no Vaticano até um ritual verdadeiro, tendo em vista que os padres rebeldes Ben (Simon Quarterman) e David (Evan Helmuth) a convencem de que a prática é melhor do que a teoria. O problema é que depois da visita a mãe internada em um sanatório, eles descobrem que a possessão dela é múltipla e se um demônio incomoda muita gente, quatro demônios incomodam muito mais.

O roteiro do diretor William Brent Bell, que repetiu a parceria com Matthew Peterman (Stay Alive – Jogo Mortal) não é exatamente ruim. Envolve o nome “verdadeiro” de dois missionários do inferno (Berith e Asbeel), mas a veracidade que tentam passar ao longo da trama não tem a força da água benta e nem o sabor do vinho. Incomoda a facilidade com que as coisas acontecem e a tranquilidade da protagonista e seu camera man,diante de situações que deveriam ser – no mínimo – assustadoras, não deixam que você pegue o espírito da coisa.

Entre os destaques, Susan Crowley convincente como mãe possuída e a crítica bem humorada a igreja católica, com padrecos falando da hipocrisia reinante no alto clero e também através do “coisa ruim” cutucando com uma frase sacana e um xingamento, nas feridas recentes envolvendo padres assanhados.

O fim pode chocar muita gente, mas cuidado porque pode ser para o bem e para o mal. Cabe a você escolher o seu lado. Após os silenciosos créditos finais, uma mensagem volta a falar sobre o caso Rossi e estimula uma visita ao site The Rossi Files com cenas “reais” de outros exorcismos. A porta está aberta, a escolha é sua.

Segue o trailler do filme:

E então, topam assistir?

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